segunda-feira, 14 de setembro de 2009

vOCÊ NÃO PODE PERDER...

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Pré-Bienal: Índices e Anotações


Entre os dias 15 de setembro e 04 de outubro, a Fundação Bienal do Mercosul e o Santander Cultural apresentam os bastidores criativos e as ideias que farão parte da 7ª Bienal do Mercosul. Serão três semanas em que as mostras e programas da Bienal inspiram a programação de filmes, shows, oficinas, debates e palestras. Diferentes personalidades do meio artístico, cultural e intelectual estarão no mesmo palco refletindo sobre o processo criativo dos artistas e sua relação com diversas áreas do conhecimento.

No Grande Hall do Santander Cultural ocorre diariamente o karaokê poético Para Ver em Voz Alta, projeto concebido pela artista e curadora Lenora de Barros. Trata-se de um micro-estúdio de gravação de áudio, no qual o público pode gravar leituras e performances vocais a partir de poemas visuais pré-selecionados, de artistas e poetas como Man Ray, Yoko Ono, Augusto de Campos entre outros. O resultado dessa “colheita sonora” será selecionado e exibido durante a programação da Radiovisual, que inicia oficialmente em outubro, com transmissão diária pela Rádio FM Cultura.


Atividades Pedagógicas*

Ao todo serão 18 atividades voltadas para professores, artistas, estudantes e pessoas interessadas em arte contemporânea: sete oficinas relacionadas às Fichas Práticas - material pedagógico criado especialmente para a 7ª Bienal do Mercosul, oito sobre o Projeto Mapas Práticos e três com artistas participantes do Programa de Residências Artistas em Disponibilidade.

Os workshops sobre as Fichas Práticas são voltados para professores e tem como objetivo discutir a natureza das obras apresentadas nesta edição. Através de seis fichas com imagens sobre trabalhos expostos na 7ª Bienal, de contexto e referência histórica, os oficineiros Estevão Haeser e Jorge Bucksdricker pretendem incentivar os participantes a refletir sobre conceitos e relacionar a arte contemporânea com temas do cotidiano.

As oficinas do Projeto Mapas Práticos, ministradas pelos artistas João de Ricardo, Marina Camargo, Telma Scherer e Carla Borba, dirigem-se a público e temas diversos que variam entre poesia e processo criativo. O projeto “Mapas Práticos – espaços em disponibilidade” é um mapeamento de 26 ateliês privados (individuais ou coletivos), institucionais e públicos de Porto Alegre que possuem propostas educativas no campo das práticas artísticas contemporâneas. Estes ateliês vão abrir suas portas durante o período da Bienal para receber grupos e realizar oficinas gratuitas. Entre eles, estão os artistas que vão ministrar as oficinas na Pré-Bienal.

Oficinas ministradas por artistas que participam do Programa de Residências da 7ª Bienal do Mercosul acontecem nas duas últimas semanas da mostra. Nas oficinas com os artistas Diego Melero, Nicolás Paris e Rosario Bléfari, o público experimenta e conhece os projetos que estão sendo desenvolvidos para a Bienal. O Programa de Residências Artistas em Disponibilidade leva 14 artistas a nove regiões do estado do Rio Grande do Sul. Cada artista trabalha suas próprias metodologias educativas nas comunidades escolhidas, com o objetivo de inserir esses projetos artísticos no sistema educativo e incentivar a interdisciplinaridade entre práticas artísticas e não-artísticas.

As vagas para todas as atividades pedagógicas são limitadas e devem ser feitas através do telefone 3254 7500, a partir do dia 8 de setembro.


Pré-Bienal: Índices e Anotações
Filmes, debates, palestras, oficinas educativas, shows e performances

De 15 de setembro a 04 de outubro
Terça a sexta, das 10h às 19h
Sábado, domingo e feriados, das 11h às 19h

Santander Cultural – Rua Sete de Setembro, 1028 – Centro
Porto Alegre – RS – Brasil

Entrada franca para exibições no Grande Hall, palestras, oficinas, encontros (shows e parte da programação do Cine Santander Cultural a preços populares)
Inscrições para atividades pedagógicas através do telefone 51 3254 7500



Programação:

15/set (terça)
7ª Bienal - Curadoria-geral - Relações e Escalas
A partir das 11h - 901 e Power of Ten, filmes de Charles & Ray Eames - arquitetos e designers 18h – Conversa com Victoria Noorthoorn e Camilo Yáñez - curadores-gerais da 7ª Bienal do Mercosul
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas práticas da exposição Desenho das Ideias, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo


16/set (quarta)
7ª Bienal - Relações com a antropologia e a sociologia

A partir das 11h: Mas Allá de Estos Muros, documentário de Juan Ignacio Sabatini, sobre Juan Downey - artista das mostras Biografias Coletivas e Desenho das Ideias
18h – Conversa com Camilo Yáñez - curador-geral e da mostra Biografias Coletivas, Olavo Marques - antropólogo e professor da UCS, e José Otávio Catafesto de Souza - antropólogo e professor da UFRGS
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas práticas da exposição Biografias Coletivas, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo


17/set (quinta)
7ª Bienal - Trabalho Coletivo
A partir das 11h – The Bolivariam Dream, filme de Hoffman´s House, coletivo integrante da mostra Biografias Coletivas
18h – Conversa com Carlos Cabezas - artista integrante do coletivo Hoffmann's House e Pablo Rivera - artista das mostras Biografias Coletivas e Texto Público
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina sobre Processo criativo, com Marina Camargo - artista da mostra Projetáveis


18/set (sexta)
7ª Bienal - Escalas e Identidade

A partir das 11h - O Zero Não é o Vazio, documentário de Marcelo Masagão
18h – Conversa com Marina De Caro - curadora pedagógica da 7ª Bienal do Mercosul, Luis Augusto Fischer - escritor e professor da UFRGS e Fernando Mattos - músico, compositor e professor da UFRGS
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina sobre Processo criativo, com Marina Camargo - artista da mostra Projetáveis


19/set (sábado)
7ª Bienal - Transmissão e Irradiação

A partir das 11h – Crude e Música para Folha de Papel, filmes de Guilherme Vaz, artista das mostras Desenhos das Idéias, Texto Público e da Radiovisual
18h – Conversa com Sergio Kafejian – músico e Arthur de Faria - músico e jornalista
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas práticas da exposição Texto Público e da Radiovisual, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo


20/set (domingo)
7ª Bienal - Transmissão e Irradiação

A partir das 11h – Ouvindo Imagens, filme de Michel Favre 17h - Show / Performance: Arnaldo Antunes - músico, poeta e artista visual e Marcia Xavier - artista plástica
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina de Poesia e Performance, com Telma Scherer - poeta e performer


22/set (terça)
7ª Bienal - Palavra e Visualidade

A partir das 11h - Poesia Concreta e Projeto Verbivocovisual, filmes de Lenora de Barros, curadora da Radiovisual
18h – Conversa com João Bandeira – poeta e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina EX-tensões do corpo, com Carla Borba - artista


23/set (quarta)
7ª Bienal - Relações com a antropologia e a sociologia

A partir das 11h - Seleção de documentários do Núcleo de Antropologia da UFRGS
18h - Mariela Scafati - artista da mostra A Árvore Magnética e Cornélia Eckert - antropóloga e professora da UFRGS
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas pedagógicas da exposição A Árvore Magnética, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo


24/set (quinta)
7ª Bienal - Memória e Comportamento

A partir das 11h – Amnésia, filme de Christopher Nolan
18h – Conversa com Jorge Furtado – cineasta e Zelig Libermann - médico psiquiatra
*14h às 17h - Programa de Artistas em Residência - Laboratório de Desenhos, com Nicolás Paris - pedagogo e artista do Programa de Residências


25/set (sexta)
7ª Bienal - Sistemas e Suportes

A partir das 11h - Cómo Encontrar El Arbol Magnetico?, filme de Mario Navarro, curador da mostra Árvore Magnética
18h – Conversa com Bernardo Ortiz - curador editorial
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina de Performance, com João de Ricardo – performer


26/set (sábado)
7ª Bienal - Transmissão e Irradiação

A partir das 11h – Rádio Rasgo e O Jardim, filmes de Lilian Zaremba, artista de Radiovisual
18h – Conversa com Fernando Bakos - artista multimídia e professor da ESPM e Roger Lerina - jornalista cultural
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas pedagógicas da exposição Projetáveis, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo


27/set (domingo)
7ª Bienal - Relações e Escalas

A partir das 11h - Fantasia, de Walt Disney
17h – Show François Virot, rock alternativo francês (ingressos a R$ 10,00)
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina de Poesia e Performance, com Telma Scherer - poeta e performer


29/set (terça)
7ª Bienal - Tempo e Circulação

A partir das 11h - Seleção de Filmes do Artista Marcellvs L., artista da mostra Absurdo
18h – Conversa com Victoria Noorthoorn - curadora-geral e das mostras Desenho das Ideias e Ficções do Invisível, Iran do Espirito Santo e Walmor Corrêa - artistas da mostra Desenho das Ideias
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina EX-tensões do corpo, com Carla Borba - artista


30/set (quarta)
7ª Bienal - Transformação e Linguagem

A partir das 11h - O Cão Andaluz, filme de Luis Buñuel e filmes sobre Samuel Beckett, artista da mostra Ficções do Invisível
18h – Conversa com Laura Lima - curadora da mostra Absurdo e Luis Paulo Vasconcellos - ator e diretor teatral
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas pedagógicas da exposição Absurdo, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo


01/out (quinta)
7ª Bienal - Linguagem e Identidade

A partir das 11h – Portuñol, filme de Ivana Vollaro, artista da Radiovisual e CAST/K, filme de Fabio Kacero, artista da mostra Ficções do Invisível
18h – Conversa com Lenora de Barros - cocuradora da Radiovisual e Cláudio Moreno - professor em Língua Portuguesa
*14h às 17h - Programa de Artistas em Residência - Oficina de canções, com Rosário Bléfari - cantora, compositora, atriz, escritora e artista do Programa de Residências


02/10 (sexta)
7ª Bienal - Tempo e Circulação

A partir das 11h – Seleção de Filmes sobre John Cage, artista das mostras Ficções do Invisível, Desenho das Ideias e da Radiovisual
18h – Conversa com Maria Helena Bernardes - artista do Projeto Pedagógico - Programa de Residências e Antônio Carlos Borges da Cunha - maestro
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina de Performance, com João de Ricardo – performer


03/10 (sábado)
7ª Bienal - Linguagem e Sistemas

15h e 17h – Cildo, documentário de Gustavo Moura (no Cine Santander Cultural, com entrada franca)
18h – Conversa com Gustavo Moura, cineasta e Cildo Meireles - artista da mostra Desenho das Ideias
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas pedagógicas da exposição Ficções do Invisível, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo

04/10 (domingo)
7ª Bienal - Transformação e Linguagem

A partir das 11h - Verso Inversus, filme de Anna Maria Maiolino, artista das mostras Desenho das Idéias e Ficções do Invisível, e Insolação, filme de Daniela Thomas, artista da mostra Ficções do Invisível
17h - Show Duo Acorda, duo de violino e violão da Noruega (Ingressos a R$ 10,00)
*14h às 17h - Programa de Artistas em Residência - Aulas de ginástica e filosofia política, com Diego Melero - sociólogo e artista do Programa de Residências


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Para ler o texto clic sobre a imagem.
... porque acreditamos que o público é capaz e tem autonomia para fazer sua própria curadoria diante a diversidade de produções contemporâneas, definindo quando algo é ou não é Arte. Produção do designer gráfico Eduardo Fernandes de Lima. Marilia Schmitt Fernandes.

terça-feira, 28 de julho de 2009

INTERESSERE

INTERESSERE – Décio Pignatari

Na vida interessa o que não é vida
Na morte interessa o que não é morte
Na arte interessa o que não é arte
Na ciência interessa o que não é ciência
Na prosa interessa o que não é prosa
Na poesia interessa o que não é poesia
Na pedra interessa o que não é pedra
No corpo interessa o que não é corpo
Na alma interessa o que não é alma
Na história interessa o que não é história
Na natureza interessa o que não é natureza
No sexo interessa o que não é sexo
(: o amor que de resto, pode ser abominável)
No homem interessa o que não é homem
Na mulher interessa o que não é mulher
No animal interessa o que não é animal
Na arquitetura interessa o que não é arquitetura
Na flor interessa o que não é flor
Em Joyce interessa o que não é Joyce
No concretismo interessa o que não é concretismo
No paradigma interessa o que não é paradigma
No sintagma interessa o que não é sintagma
Na política interessa o que não é política
Em tudo interessa o que não é tudo
No signo interessa o que não é signo
Em nada interessa o que não é nada
Interessere.

GRITO E ESCUTA

17.07.2009
Grito e Escuta

Foi o poema Interessere, de Décio Pignatari, que deu o tom da abertura da apresentação oficial da 7ª Bienal do Mercosul, na manhã do dia 16 de julho. E se na arte interessa o que não é arte, eis o projeto curatorial da mostra: uma reflexão sobre o papel e a pertinência do artista nos dias de hoje. Para além de suas obras, os olhares recaem sobre seus processos reflexivos, em uma Bienal centrada na práxis: sem um tema específico, mas com uma forma particular de trabalhar.

Forma esta que aparece desde o título. Grito e Escuta é uma tentativa de dar voz e ouvidos à produção contemporânea, criando canais multidirecionais de comunicação – de artistas cujas obras impactam a sociedade a artistas que respondem aos ruídos do mundo. E mais: ao propor espaço e mobilidade ao visitante, a Bienal permite que também ele se comunique. “Esta edição busca confirmar a autonomia do espectador, com vários roteiros, sem ser estática”, enfatiza a argentina Victoria Noorthoorn, curadora-geral ao lado do chileno Camilo Yáñez.

Junto deles está uma equipe curatorial formada por oito artistas – muitos deles vivendo suas primeiras experiências do outro lado do balcão. “A idéia foi armar uma grande mesa de conversações, na qual um amplo espectro de poéticas estivesse presente, mostrando a intenção de não colocar a Bienal ligada a uma particular tendência, e sim como representante do que existe hoje”, argumenta Victoria. Para estruturar a edição de 2009, o grupo fez uma espécie de “acoplamento de pensamentos artísticos”, como afirma o curador adjunto Artur Lescher. “Olhamos para o que foi feito nas outras mostras para agregar mais um elo neste encadeamento”, explica.

Assim, em 45 dias de exposição (de 16 de outubro a 19 de novembro) haverá sete mostras: Biografias Coletivas, Ficções do Invisível, Absurdo, Texto Público, A Árvore Magnética, Desenho de Idéias e Projetáveis. Elas estarão nos armazéns A3, A4, A5 e A6 do Cais do Porto, no Santander Cultural e no MARGS, todos no centro de Porto Alegre – cada um deles pensado como potencializador das ideias expostas. “A arquitetura entra como um elemento integrante da própria mostra”, aponta Lescher.

Se, por outro lado, na arquitetura interessa o que não é arquitetura, também é na relação travada entre as obras e os espaços que se encontra a reflexão. Por isso, para além das salas expositivas, a 7ª Bienal se estenderá pelas ruas da cidade por meio de iniciativas que aproximarão os artistas das áreas urbanas. Uma delas é a Radiovisual – um dos três programas desta edição, ao lado do Projeto Pedagógico e da Curadoria Editorial, que articulam os conteúdos entre as diversas exposições. Com curadoria de Lenora de Barros, a rádio atuará sob dois eixos: informativo e experimental, funcionando como canal de comunicação com o público e plataforma de veiculação de conteúdos artísticos. “Nos permitirá oferecer ao público algumas respostas imediatas sobre questões atuais relativas à arte e seus desafios no mundo contemporâneo”, explica Lenora.

Segundo Lescher, que também auxilia a elaboração desta iniciativa, a grade dará conta de conteúdos curatoriais relativos a todas as sete mostras, apresentando desde músicas até peças sonoras ligadas a elas, além de materiais históricos. “A idéia de referência, nesta Bienal, é muito forte. Estamos sempre trabalhando com referentes. São as múltiplas leituras, a possibilidade de você reconstruir leituras das obras, e a rádio reproduz um pouco disto”, explica.

Mas como também na história interessa o que não é história, a Radiovisual terá espaço para a transmissão de ações sonoras desenvolvidas na cidade e de conteúdos sobre os artistas que participam do Programa de Residências, em comunidades de diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Além disto, Lenora propôs a mais de cem artistas que desenvolvessem peças para o programa Ao redor de 4’33” – referência clara à obra do compositor norte-americano John Cage, criada em 1952, que consiste em quatro minutos e 33 segundos em que o músico não deve executar nenhuma nota.

Do lado mais informativo, estarão entrevistas e debates com convidados, além de comunicados práticos e de serviço sobre a exposição. “Tudo está sendo pensado especificamente. Os programas não serão tradicionais, e estamos tentando construir isto com bastante cuidado”, pondera Lescher. A Radiovisual trabalhará em parceria com a FM Cultura de Porto Alegre, e terá cerca de uma hora diária na grade da emissora. Não foi definido, no entanto, se haverá transmissões ao vivo.

No projeto “atípico e não-usual” proposto pela curadoria-geral, grito e escuta ganham forma na ação e na reflexão que articulam a Bienal como um todo. Mas até em tudo interessa o que não é tudo.

http://www.iberecamargo.org.br/content/revista_nova/reportagem_integra

sábado, 23 de maio de 2009

PROJETÁVEIS

http://www.fundacaobienal.art.br/

"22.05

7ª Bienal do Mercosul abre inscrições para mostra
Convocatória aberta a artistas para
PROJETÁVEIS/ PROYECTABLES/ PROJECTABLES

Convidamos a artistas de todo o mundo a apresentar projetos para a mostra Projetáveis, uma das sete exposições da 7ª Bienal do Mercosul, que acontece no Santander Cultural em Porto Alegre / Brasil, entre os dias 16 de outubro e 29 de novembro de 2009.

As inscrições estarão abertas de 22 de maio a 10 de julho de 2009. O regulamento e as bases de inscrição podem ser consultados no website www.bienalmercosul.art.br/projetaveis.

Esta seção da 7ª Bienal, concebida pelo curador adjunto e artista Roberto Jacoby, se propõe a explorar a materialização e localização específica dos projetos que utilizam a WWW como canal além das fronteiras geográficas ou de suportes finais. Os Projetáveis são peças bytes + atoms, formas híbridas que viajarão pela internet para serem “baixadas” ou transmitidas em tempo real, via streaming, para em seguida integrarem a exposição na 7ª Bienal do Mercosul.

Os projetos apresentados podem ser visuais (fotografias, imagens, slide shows, sombras, vídeos, filmes de curta, media ou longa metragem, animações, vídeo-instalações, flashes), sonoros ou performáticos (VJ e DJ, performances, conferências), ou outros meios (páginas web e jogos interativos), etc. Os projetos devem ser "projetáveis" em monitores, telas ou objetos, em contextos específicos concebidos como parte do projeto. Devem ser projetos que possam andar pelo mundo sem bagagem, para em seguida adquirir sua forma local definitiva, a serem instalados dentro ou no entorno do Santander Cultural.

O termo “projeto” (projetar, projeção, projétil) impregna o discurso contemporâneo. Sua etimologia estrita, “atirar à distância, lançar longe, arremessar”, ilumina um vasto campo de significados e sentidos que vão orientar as propostas, que por sua vez devem:
• Planejar, figurar, imaginar, desenhar, conceber uma idéia, estimar um futuro;
• Transferir de um domínio a outro, atribuir a alguém as características de outro, estender no espaço, no tempo e na sociedade;
• Representar um corpo em um plano, mapear;
• Irradiar um sentimento, fazer-se ouvir, comunicar vivamente, dar-se a conhecer;
• Refletir uma imagem sobre uma superfície, enviar raios de luz sobre algo, tornar visível a uma figura pela luz.

A exposição será apresentada no Santander Cultural, instituição que patrocina a Bienal do Mercosul e atua na área da cultura contemporânea, das artes visuais, da música, do cinema, da educação e da reflexão. O Santander Cultural apóia ativamente a 7ª Bienal, cujas bases estão em sintonia com a sua prática de integrar e difundir a diversidade de linguagens e de conteúdos artístico-culturais.

Mais informações sobre a 7ª Bienal do Mercosul no website www.bienalmercosul.art.br e pelo email projetaveis@bienalmercosul.art.br."




quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Picharam a Bienal e daí?...


Ao ler o texto “Picharam o vazio da Bienal”de Affonso Romano de Sant´Anna, dou-me ao direito de trazer minhas reflexões para o contexto abordado pelo autor: “...na noite da inauguração, no domingo passado, cerca de 40 pichadores invadiram o prédio do Ibirapuera, em São Paulo, e sujaram paredes, tentando se apoderar do “vazio”. Houve arruaça, prisões, e o que era notícia cultural virou escândalo policial.”
Ao citar as formas de tratar o tema, nomeia como superficial a escolha de alguém ser a favor ou contra e ainda coloca como sendo “uma reação emocional e legítima.” Pois bem, trata-se de reconhecer a todos o direito de opinião, mas vale lembrar que a Bienal recebe todo o tipo de público e cada um deles com condições de aprofundar mais ou menos tais questões, e não somos nós teóricos, críticos e ou práticos da Arte que vamos lhes conceder esta legitimidade. A legitimidade esta no fato do apreciador sentir-se tocado ou não. E aqui, coloco-me como alguém que não viu, mas que se sente tocada pela idéia da presença do vazio... Talvez, seja difícil de acreditar, mas mesmo sendo artista plástica não tenho um quadro que seja pendurado ou escorado nas paredes de minha casa... Porque a mim o vazio é estimulante os excessos produzidos pela sociedade me incomodam.
A meu ver as questões que envolvem “o vazio” são muito relativas, pois qualquer vestígio de presença já se constitui no “não vazio”, no ocupado, no preenchido... Não importando aqui a forma ou a linguagem em questão... se houver música já não há mais vazio, se houver luminosidade há presença de luz, sombra e cor... A que se pensar, qual é o nosso conceito de vazio e associarmos a isto, uma pergunta: - Será que é possível encontrarmos o vazio na contemporaneidade? Em uma sociedade na quais as pessoas insistem nas mais diversas formas de presença na física, na espiritual, na virtual... onde cada um tenta aumentar a dimensão e a permanência de seus vestígios, deixando rastros por toda parte? Vejo o vazio proposto pela curadoria sob este olhar muito particular, um olhar que permite que cada visitante da mostra, ouse com sua presença a provocar o “preenchimento” e porque não até deixar um gesto, um traço, um ruído... uma pergunta, uma resposta, um estranhamento.
Penso que os pichadores sim, foram emocionais e apropriaram-se apressadamente de um espaço que deveria ser degustado com parcimônia, podendo servir a todos como reflexão. Mas não, como sempre fizeram questão de impor a sua presença porque vivem e alimentam-se disto que inclusive é um ato de vandalismo e considerado crime. Não estou defendendo o ato, mas me preocupo quando vem alguém com teorias tentando categorizar as pessoas com afirma o autor: “As frases dos jovens pichadores não resistem a qualquer análise. São espasmos de adrenalina grafitados, descargas verbais e hormonais com conteúdo estético discutível.” Talvez fosse mais interessante se nos perguntássemos quem são estes jovens? Quem estava no comando deste sistema? A quem interessava política, social e culturalmente este gesto? Quem pagou pela ação? Quais foram às cabeças que atentas aos desafios da curadoria propuseram este ato emergencial? Aí sim, talvez encontrássemos respostas, aí sim neste contexto conseguiríamos fazer uma análise da mensagem deixada por eles. Talvez, olhando estas pessoas de bem perto, pudéssemos entender, esta descarga descabida de adrenalina e até encontrássemos um conteúdo estético discutível e conseguíssemos discuti-lo. Agora, enquanto ficarmos encastelados olhando de longe, nos apropriando de saberes teóricos, nos aprofundando nos conceitos da critica da Arte ficaremos assim procurando achar os culpados. Enquanto, que a Arte Contemporânea está ai jogando na nossa cara, que não existe mais o certo e o errado, e que as verdades absolutas podem e devem ser revistas... E isto vale para todos. Mas, se formos atentos podemos perceber sim, que existem pessoas que se ajustam mais ou menos a um sistema e suas necessidades e isto em todos os espaços sociais. E aqui cabe lembrar daquelas pessoas que se enclausuram no meio acadêmico, olhando o outro sempre pelo viés de alguma teoria construída por outrem.


Marilia Schmitt Fernandes – Canoas – RS
Arte/educadora e artista plástica


Picharam o vazio da Bienal

Em o8 de dezembro de 2007, escrevi aqui a crônica “A bienal do vazio”. O apelido pegou. Os curadores iam deixar todo um andar vazio exibindo a crise das bienais e da arte, hoje. No entanto, na noite da inauguração, no domingo passado, cerca de 40 pichadores invadiram o prédio do Ibirapuera, em São Paulo, e sujaram paredes, tentando se apoderar do “vazio”. Houve arruaça, prisões, e o que era notícia cultural virou escândalo policial.
Há duas maneiras de tratar esse assunto. A primeira é superficial: ser contra, ser a favor, ser contra e a favor. Essa seria apenas uma reação emocional. Legítima. Deve-se tentar outro nível de interpretação, que se insere num quadro mais amplo e tem antecedentes que devem ser examinados. Aspirina tira dor, mas não resolve o enfarto. A arte contemporânea está enfartada por excesso de gorduras. Há uma bolha de ar nas artérias da arte provocando embolia. Vejamos alguns equívocos e paradoxos de vários lados.
1 – Os curadores: Estes pensaram equivocadamente que, deixando um andar vazio, estariam metaforizando, superando tanto a crise do conceito de bienal quanto as aporias da “arte contemporânea”. Engano. Estavam se autoincriminando, jogando o sujo sob o tapete, ficaram a meio caminho, sem audácia para uma guinada radical, que só pode ser dada por alguém de fora do sistema. Esses curadores são o sistema.A não-arte, a quase-arte, a anti-arte da Bienal é (autoritariamente) a arte oficial do nosso tempo, à ideologia dominante, é o que Howard Becker chama de “arte institucionalista”. De certo modo, os pichadores têm razão, o andar vazio é uma falsa solução e uma provocação. O vazio que deve ser preenchido e esclarecido está na cabeça dos curadores. Esse vazio tem de ser refeito e ocupado por novas idéias.
2 – Os pichadores: Esses estão atrasados mais de 100 anos. Isso tudo já foi feito no futurismo e no dadaísmo, movimentos que tiveram alguma virtude, mas cometeram um erro básico: confundiram qualquer “ato” ou “ação” com arte. Se o futurismo era expressamente fascista, o dadaísmo era um fascismo às avessas, às vezes engraçado, mas irremissivelmente niilista, infantil e caótico. Há que ter coragem e instrumentos teóricos para rever isso. É preciso sair do século 20, sem voltar ao 19. As frases dos jovens pichadores não resistem a qualquer análise. São espasmos de adrenalina grafitados, descargas verbais e hormonais com conteúdo estético discutível.
Há muitos estudos que esclarecem esses mal-entendidos. Até eu lancei, semana passada o livro O enigma vazio, impasse da arte e da crítica. Só no final do livro Le triple jeu de l ‘art contemporain, Nathalie Heinich, a melhor socióloga da arte após Bourdieu, fornece 10 páginas de bibliografia sobre certos equívocos da arte contemporânea. Mas, uma das fontes mais seguras são os estudos de double bird feitos por Gregory Bateson. A partir das obras desse antropólogo e cientista, entende-se o aspecto esquizofrênico de nossa cultura: ela dá ordens contraditórias às pessoas, fazendo com que elas enlouqueçam. Uma dessas ordens, no espaço da arte é “transgrida”. O transgressor (obedientemente) transgride, logo, deixa de ser transgressor. Mas a ordem continua e o transgressor vai enlouquecendo até descobrir que caiu num círculo vicioso. Cuidado com a astúcia do sistema, pois o modo mais eficaz de enlouquecer o “transgressor” é aceitar sua “transgressão”, oficializando-a.
No caso da Bienal, o paradoxo foi maior. Os curadores que são os “transgressores” oficiais, apoderaram-se da transgressão e disseram para os pichadores: “Minhas transgressão é melhor que a sua”. Ora, isso é um insulto, um convite aos pichadores para reagirem. Os estudiosos de double bird (enlace duplo), demonstram que a esquizofrenia nem sempre tem causas biológicas, mas vem de frases, conceitos, práticas ideológicas contraditórias. Analisar essas contradições (não evidentes) na linguagem do sistema ou do indivíduo é começar a esclarecer os mal-entendidos. Por isso, uma análise do discurso da arte de nosso tempo é imprescindível. Trabalhai, lingüistas, trabalhai!.
Repito: o vazio lá no segundo andar do Ibirapuera é um equívoco, o vazio está na cabeça de certas pessoas. É um vazio de conceitos.

Affonso Romano de Sant´Anna
Caderno Cultura, pg 8
Jornal Estado de Minas, domingo
2 de novembro de 2008.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Quem ousaria?


Quem ousaria macular a brancura tão alva deste objeto de repouso e aconchego? Que foi abandonado no canteiro central da rua Dr. Barcellos no centro de Canoas - RS - Marilia Schmitt Fernandes

domingo, 31 de agosto de 2008

LANÇAMENTO DA 7ª BIENAL DO MERCOSUL

Fundação Bienal do Mercosul realiza evento de lançamento da 7ª edição da Bienal
Cerca de 200 convidados, entre empresários, executivos, apoiadores, parceiros da Bienal do Mercosul, amigos e colaboradores, participaram na noite do dia 25 de agosto, na sede da Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre, do coquetel de lançamento da 7ª edição da Bienal do Mercosul. Durante o evento, que foi uma iniciativa do presidente do Conselho de Administração da Fundação Bienal do Mercosul, dr. Jorge Gerdau Johannpeter, a diretoria executiva da 6ª Bienal do Mercosul foi homenageada por suas contribuições durante aquela Bienal, que aconteceu em 2007. Também, a nova diretoria, que vai comandar a gestão da 7ª Bienal do Mercosul, foi apresentada pelo seu presidente, dr. Mauro Knijnik. Na oportunidade, Camilo Yáñez e Victoria Noorthoorn, curadores-gerais da 7ª Bienal, prevista para acontecer entre setembro e novembro de 2009, apresentaram as linhas gerais do projeto curatorial aos convidados e anunciaram os nomes que integram a equipe curatorial até o momento.

O Projeto Curatorial da 7ª Bienal do Mercosul está em fase de planejamento e adequação. Em linhas gerais, o projeto encontra seu fundamento conceitual na energia criativa dos artistas que postulam, ao mesmo tempo, uma suspensão reflexiva e uma ação expansiva, como formas de transformar o olhar sobre o entorno da realidade. A equipe curatorial é toda formada por artistas, com exceção de Victoria Noorthoorn, que é curadora. Dessa forma, o projeto afirma o sentido e a importância dos artistas como atores sociais e constantes produtores de um sentido crítico necessário.
Na 7ª Bienal do Mercosul, os artistas ocupam o papel dos curadores, desenvolvendo o projeto das exibições e o projeto pedagógico, conceituando e coordenando o projeto editorial e suas publicações, a imagem e a comunicação da Bienal como um todo, em constante diálogo com os curadores-gerais. Curadoria, educação e publicações articulam diálogos entrelaçados e interdependentes para, juntos, buscar a “oxigenação” dos conteúdos e as formas operativas da Bienal. Segundo os curadores-gerais, o projeto pretende “explorar a riqueza e a complexidade do olhar artístico e cria elos de ligação para um diálogo crítico, dentro e fora dos espaços expositivos, visto que suas ações se estendem em círculos concêntricos partindo da Bienal para a cidade e o estado”. Portanto, a 7ª Bienal está pensada como um projeto expansivo no espaço e no tempo.
O projeto pretende tratar a Bienal como um processo de continuidade, estendendo suas ações para além das exposições e nos períodos que antecedem a abertura das mostras, mostrando a própria mobilidade da contemporaneidade. A curadoria vai funcionar como um entrelaçamento de projetos curatoriais que incluem exposições e programas, um projeto pedagógico e um projeto editorial e de comunicação, buscando a integração de todos os projetos para o público em geral. As exposições serão planejadas de forma a oferecer uma multiplicidade de vozes e leituras, abordando as obras e a própria Bienal em si de vários pontos de vista distintos, que o próprio espectador poderá escolher. O espectador é visto neste projeto como um ser cuja liberdade lhe permita penetrar em cada um dos projetos – universos de pensamento – propostos.

Os espaços expositivos previstos para abrigar as exposições da 7ª Bienal são os Armazéns do Cais do Porto, o Santander Cultural, o MARGS - Museu de Arte do Rio Grande do Sul, a Usina do Gasômetro, a Fundação Iberê Camargo e diversos locais dos espaços públicos de Porto Alegre.

A equipe curatorial da 7ª Bienal do Mercosul está integrada, até o presente momento, pelos seguintes curadores:
• Curadores-gerais: Victoria Noorthoorn (Argentina) e Camilo Yáñez (Chile)
• Curadora pedagógica: Marina De Caro (Argentina)
• Curadores adjuntos: Roberto Jacoby (Argentina), Artur Lescher (Brasil) e Mario Navarro (Chile)

Mais informações - http://www.bienalmercosul.art.br/

É BOM ESPERAR SENTADO !!!!



Que tal repousar o teu corpo exausto, enquanto aguardas a realização do " sonho da casa própria" ?

terça-feira, 15 de julho de 2008

A 7a Bienal do Mercosul

É anunciada a nova curadoria- geral da BIENAL DO MERCOSUL - 2009

Victoria Noorthoorn, 37 anos, é formada em Artes pela Universidade de Buenos Aires e obteve o grau Master of Arts in Curatorial Studies de Bard Collage, em Nova Iorque. Foi Coordenadora de Projetos do International Program/Museum of Modern Art – MoMA e Curadora de Exposições Contemporâneas no Drawing Center, ambos em Nova Iorque. http://www.bienalmercosul.art.br/novo/index.php?option=com_noticia&Itemid=5&id=717

Camilo Yáñez, 34 anos, é artista visual e curador. Graduado em artes pela Universidade do Chile, tem mestardo em artes pela mesma universidade. É professor da Universidade Diego Portales, da Universidade de Desenvolvimento e da UNIACC. Expôs individualmente e coletivamente no Chile e no exterior. Entre suas mostras mais importantes estão Daniel López Show, na White Box, em Nova Iorque (2006)
http://www.bienalmercosul.art.br/novo/index.php?option=com_noticia&Itemid=5&id=717

Saiba mais em:
-www.iberecamargo.org.br/content/revista_nova/noticia_integra.asp?id=1165 - 19k
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zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2002817.xml&template=3...

Um estranho auto-retrato


Um olhar rápido a esquerda me prende ao inusitado da cena - Havia um sofá azul e solitário no caminho. Esta imagem me traz algumas referências inusitadas porque me parece que este sofá está ali parado posando para uma foto, como um retrado antigo. Talvez este seja um auto-retrato de seu dono que por razões óbvias não assinou a obra. E você já pensou que algum objeto possa trazer tantas referências suas que sirva até como um auto-retrato? Contemporâneo é claro. Profa. Marilia Schmitt Fernandes

segunda-feira, 26 de maio de 2008



Este sofá foi descoberto pela aluna Gabriele da 8 série e estava situado nas proximidades de sua casa no bairro Harmonia na cidade de Canoas - RS. É interessante observar que esta imagem está na calçada oposta a entrada de uma igreja católica... E no muro está escrito: O ESFORÇO É DELE ! O ORGULHO É NOSSO! Enquanto do outro lado do sofá está a pintura de um macaco aparentemente torcedor do Internacional com a mão sobre a boca encobrindo o riso. Quem ousaria sentar-se neste sofá cercado de tantas provocações ? Você ousaria COLOCAR-SE neste lugar ? Marilia Schmitt Fernandes

quarta-feira, 19 de março de 2008

Tá na ZERO HORA

Foto do leitor - pg 2 - Zero Hora - 18/03/08
" O médico Arlindo Luiz Disconzi, de Santiago, esteve visitando a gruta subterrânea que existe em Nova Esperança do Sul, cidade a 110 km de Santa Maria, e que diz ser " a maior da América Latina, com duas cascatas". E fotografou no caminho de acesso à gruta três formas rochosas " esculpidas " pela natureza." - Temos um sofá de quase dois metros de altura..."

domingo, 16 de março de 2008

CUIDADO - PIROTECNIA INSANA


É difícil de acreditar, mas a história se repetiu mais uma vez. Incendiaram também este sofá, com um diferencial a considerar: desta vez os incendiários tiveram o cuidado de afastar o sofá da parada de ônibus. Este fato não diminui a culpa, mas impõe novas indagações... Marilia Schmitt Fernandes

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Este sofá foi colocado na parada de ônibus ao lado da EMEF. Arthur Pereira de Vargas - Bairro Cinco Colônias - Cnaoas - RS


Quem falou que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Quase não acreditei quando cheguei na escola e minhas colegas começaram a falar que tinham colocado outro sofá na parada de ônibus. Agora estou refletindo se existe uma relação entre estas ações que se repetem? Será que um soube do outro? Será que estão apoiando anonimamente minha pesquisa? Será isto mais uma provocação para nossa leitura sobre o cotidiano? Será uma escolha estética? O que será? Marilia Schmitt Fernandes

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008



Era uma vez um sofá amarelo...
Que de tanto reter segredos foi abandonado na rua.
Que sentimentos , que desejos, que desafetos, que transtornos que habitam a alma de que tem um gesto assim ?
Eu, não consigo acreditar que isto seja só mais um caso de desrespeito com o meio ambiente. Por trás deste gesto, existe toda uma premeditação, uma cumplicidade , uma escolha, um pedido de ajuda ,e o pior alguém que aceita. Porque ninguém abandona um conjunto de sofás na margem de uma avenida sózinho. Esta cena foi colhida na Avenida Maia Filho próximo ao Bairro Mathias Velho - Canoas - RS- BR Marilia Schmitt Fernandes
Como diria o Fábio Júnior:

"Senta aqui, não tenha tanta pressa,
Senta aqui e,
Porque toda essa angústia?"

Sente aqui, relaxe e conte a sua história.
Marilia Schmitt Fernandes



terça-feira, 8 de janeiro de 2008



Quanto tempo ainda vai levar para aprendermos a respeitar a Natureza como se nós fizessemos parte dela? Este lixão está na praia de Tramandaí - RS- BR e foi pensado e produzido por moradores fixos ou temporários não sei. Mas me preocupo não só com os danos ambientais deste ato, como também com os efeitos estéticos desta imagem sobre as pessoas que estão buscando alguns momentos de lazer.
Será que é possível ficar indiferente a uma cena destas? Ainda mais se percebermos que este sofá nos convida a apreciarmos a uma rara visão: o mar limpo e quente como o que está fazendo nos últimos dias. Marilia Schmitt Fernandes

domingo, 9 de dezembro de 2007



Estamos na reta final das avaliações e nesta semana lancei a seguinte questão: Escreva uma palavra que expresse a sua relação com a Arte e com as aulas de Arte.

CONHECIMENTO - CURIOSIDADE - IDEALISMO - DEDICAÇÃO - AMIZADE- DESENHO- AMOR- PINTURA- APRENDIZ- SURPREENDENTE- CULTURA- CRIATIVIDADE-INTRIGANTE-CRIATIVO- LINHAS- EXPRESSÃO- MOVIMENTO- DOM- EMOÇÃO- INTERESSANTE - ESTRANHA - ALEGRIA- MEDO - DESINTERESSE- IMAGINAÇÃO- DESABAFO- ARTE- RESPEITO- NOVIDADE- DIVERSÃO- FOTO- REFLEXÃO- BAGUNÇA- TRABALHO- LIBERDADE- PACIÊNCIA- FRONTEIRA- DIFERENTE- EMPOLGANTE- VIDA- BELEZA- LEGAL- ESFORÇO- DESCOBERTA- PUREZA- POINT - COMPROMETIMENTO - INSPIRAÇÃO - TECNOLOGIA - ESPETACULAR - INTERAÇÃO- UNIÃO ...

Não preciso nem dizer que estou muito feliz com as relações que foram estabelecidas pelos alunos, isto também é o resultado da Bienal C. Muito obrigada a todos. Professora Marilia Schmitt Fernandes.

E você, como são suas relações com a Arte?

Recebi esta mensagem por e-mail e quero repartir com todos que acreditam nos efeitos da ARTE na nossa vida: Adorei os trabalhos que as escolas realizaram. Gostei de saber que tem muita gente fazendo Arte diferente na escola. Possibilitar a esses jovens esse tipo de reflexão é o que se espera da arte-educação. Obrigada pela contribuição, que irá enriquecer o meu trabalho de conclusão do curso de Pedagogia. Abraços Célia Ribeiro - Petrópolis - RJ.

domingo, 2 de dezembro de 2007



Alguém cansado de virar a mesa, num gesto intempestivo e desprovido de qualquer consciência ambiental resolve - virar o sofá. Despejando na natureza uma série sem fim de histórias que mesclam amor e ódio, saudade e ternura... Marilia Schmitt Fernandes.







Este sofá foi abandonado com outros móveis domésticos em uma esquina nas proximidades da Base Aérea de Canoas - RS
" Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não nada, ninguém podia entrar nela não, porque na casa não tinha chão, ninguém podia dormir na rede, porque na casa não tinha parede..." Versos de Vinícius de Moraes.
Como será visitar uma casa assim e receber o seguinte convite: - entre, sente-se e sinta-se a vontade. Você aceitaria esta "gentileza"? Marilia Schmitt Fernandes

sábado, 1 de dezembro de 2007



Uma produção dos alunos da professora Guadalupe após a visita a 6 Bienal do Mercosul.



Aqui temos alguns momentos do processo criativo dos alunos da professora Guadalupe da Silva ( 2 lugar no VII Prêmio Arte na Escola Cidadã - SP -mais informações no site: http://www.artenaescola.org.br/) que aderiu a BIENAL C e atua na EMEF. Maria Edila da Silva Schimidt - São Leopoldo- RS. Este processo mostra uma produção com massa de modelar usando papel como suporte.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007



Estes 3 módulos formam um sofá quando encostados um ao outro e foram abandonados juntos no Bairro Nossa Senhora das Graças em Canoas - RS. Será que seu antigo dono assim o fez na tentativa de manter intacta a história que passou por eles? Você teria coragem de abandonar sua história esquartejada em uma rua qualquer ? Marilia Schmitt Fernandes